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Aldeias de Dourados reforçam atendimento durante crise de chikungunya

Plano foca diagnóstico precoce e organização da rede hospitalar em aldeias afetadas.

08/04/2026 às 10:47
Por: Redação

As aldeias de Dourados estão recebendo um incremento nos serviços de saúde devido ao aumento de casos de chikungunya. Este movimento deve-se a uma força-tarefa formada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), presente no município há 19 dias, concentrando esforços na assistência direta à população e na reorganização das estruturas de saúde. As medidas têm como prioridade as comunidades indígenas.

 

Na última terça-feira (7), a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, conduziu uma reunião com Rodrigo Stabeli, diretor-geral da Força Nacional do SUS, para alinhar ações futuras.

 

O plano de ação conta com duas frentes principais. Uma delas é o reforço na atenção à população indígena da Reserva de Dourados, que inclui as aldeias Jaguapiru e Bororó. A cobertura assistencial é coordenada por quatro unidades básicas de saúde na região.

 

A outra frente visa aprimorar os processos de atendimento e qualificar os profissionais de saúde. Isso inclui treinamento de equipes médicas tanto nos hospitais do SUS quanto na rede particular, para melhorar a capacidade de diagnóstico e tratamento da chikungunya, ainda considerada nova na região.

 

O plano de contingência dá ênfase à identificação rápida dos casos graves, ao manejo da dor dos pacientes e à transferência para leitos hospitalares quando necessário. Os principais hospitais de referência, como o Hospital Universitário e o Hospital Regional de Dourados, estão preparados para atender os casos mais severos.

 

Além das iniciativas assistenciais, ações para controlar a doença também estão em andamento. Estas incluem a instalação de telas em caixas d'água, aplicação de inseticidas seguros para a água, limpeza de terrenos e pulverização ao redor das moradias, em colaboração com a Defesa Civil e a Marinha do Brasil.

 

Essa união de esforços entre os diferentes níveis de governo é apontada como vital para enfrentar a crise. A presença da Força Nacional do SUS junto ao apoio logístico e assistencial da SES tem sido fundamental para potencializar a resposta à emergência atual.

 

“Estamos atuando de forma integrada com a Força Nacional do SUS e o município de Dourados para garantir uma resposta rápida e eficaz”, afirma Crhistinne Maymone, destacando a importância da colaboração entre instituições.

 

Angélica Congro, superintendente de Atenção à Saúde, enfatiza a transição do foco para além da fase aguda da chikungunya, visando também a fase crônica. O seguimento envolve o manejo contínuo da dor e reabilitação dos pacientes, além de aperfeiçoar a rede para prevenir agravamentos.

 

Larissa Castilho, superintendente de Vigilância em Saúde, ressalta que a qualificação das equipes e a organização dos canais de atendimento são fundamentais para um diagnóstico mais rápido e eficaz, além de garantir segurança ao paciente.

 

“Quando enfrentamos uma emergência em saúde pública, é fundamental atuar de forma interfederativa”, pontua Rodrigo Stabeli, enfatizando a cooperação entre governos federal, estadual e municipal para enfrentar o desafio.

 

Essas ações estão vislumbrando não apenas uma resposta imediata à crise, mas também a construção de uma infraestrutura mais robusta e preparada para lidar com futuras arboviroses, garantindo a formação contínua de profissionais e fluxos eficientes de assistência.

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